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ESG na prática: conheça a ABNT PR 2030

Mãos digitando em um notebook que exibe um painel de indicadores ESG, com gráficos e mapa, entre folhas e formas geométricas azuis

“Como começar a organizar o ESG na minha empresa?” é uma das perguntas mais comuns que recebemos. No Brasil, existe um ponto de partida técnico e acessível para responder a ela: a ABNT PR 2030, conhecida como “ABNT ESG”.

O que é a ABNT PR 2030

A PR 2030, Ambiental, social e governança (ESG): conceitos, diretrizes e modelo de avaliação e direcionamento para organizações, foi lançada pela ABNT em dezembro de 2022. Foi elaborada pela Comissão de Estudo Especial ABNT/CEE-256, com a participação de mais de 130 entidades de todo o país, segundo a Abinee.

Ela é uma Prática Recomendada: não é uma lei nem uma norma de adoção obrigatória, e também não é, por si só, uma certificação. Funciona como um guia que organiza conceitos, critérios e um modelo de avaliação para a empresa saber onde está na agenda ESG e para onde quer ir. Está alinhada a sistemas de gestão ISO, a normas de análise de riscos e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Para quem é

A prática foi pensada para organizações de qualquer porte e setor: indústrias, empresas de serviços, cooperativas, entidades do terceiro setor e até propriedades rurais. Por ser flexível, serve tanto para quem está dando os primeiros passos quanto para quem já reporta e quer organizar a casa.

Como ela é organizada

A norma se divide nos três eixos do ESG. Segundo a Abinee, são cerca de 40 critérios, distribuídos entre ambiental (14), social (15) e governança (11). Outras fontes citam 42 ou 43, o que pode refletir diferenças de versão, por isso vale conferir o número no documento oficial. Os temas, segundo a eCycle, são:

  • Ambiental: mudanças climáticas; recursos hídricos; biodiversidade e serviços ecossistêmicos; economia circular e gestão de resíduos; gestão ambiental; prevenção de poluição.
  • Social: diálogo social e desenvolvimento territorial; direitos humanos e diversidade; equidade e inclusão; relações e práticas de trabalho; responsabilidade social na cadeia de valor.
  • Governança: governança corporativa; conduta empresarial; práticas e controles de gestão; transparência na gestão.

Os “indicadores” da norma: critérios e níveis de maturidade

A PR 2030 não traz uma lista fixa de indicadores numéricos para todas as empresas. Seu núcleo é um conjunto de critérios, cada um com exemplos de boas práticas, avaliados por uma escala de maturidade em cinco estágios, que vai do “elementar” ao “integrador”, o ponto máximo. O resultado é um retrato claro de em que nível a empresa está em cada tema, e onde estão as lacunas.

A partir desse diagnóstico, a empresa escolhe seus indicadores a partir da materialidade. Na prática, os mais comuns são:

  • emissões de gases de efeito estufa (inventário de escopos 1, 2 e 3);
  • consumo de água e de energia;
  • geração, reciclagem e destinação de resíduos;
  • diversidade, equidade e inclusão na força de trabalho e na liderança;
  • saúde e segurança (taxa de acidentes), treinamento e clima organizacional;
  • investimento social e relacionamento com comunidades;
  • composição e funcionamento da governança, canal de denúncias e programa de integridade.

Uma recomendação comum de consultorias é começar com poucos indicadores, de 8 a 15, e medir uma linha de base antes de divulgar metas públicas. Esses exemplos são orientações da KICK, não uma lista oficial da norma.

Um caminho em sete passos

A PR 2030 propõe um plano de ação que ajuda a sair do discurso para a rotina: conhecer o tema, ter a intenção estratégica, diagnosticar, planejar, implementar, medir e monitorar, e relatar e comunicar.

Por que ela é importante

  • Linguagem comum: cria um padrão brasileiro e técnico para falar de ESG, em vez de depender de conceitos soltos.
  • Diagnóstico claro: mostra a maturidade da empresa e permite priorizar investimentos e metas.
  • Combate ao greenwashing: a divulgação passa a se apoiar em critérios verificáveis.
  • Preparação para o reporte: organiza dados, responsáveis e governança, base necessária para relatórios como GRI e IFRS S1 e S2.
  • Mercado: investidores, bancos, clientes e grandes empresas cobram cada vez mais informação confiável de seus fornecedores.

Quem já usa? O que existe de casos

Não encontramos uma lista oficial de empresas que adotam a PR 2030, nem dados públicos de adesão ou de certificação, e isso é transparente: por ser uma prática recomendada, o uso costuma ser interno. O que está documentado são diagnósticos de maturidade feitos em estudos acadêmicos, por exemplo:

  • a avaliação do estágio de maturidade ESG da Mercur S.A., em estudo de caso da FECAP, que compara as práticas da empresa com os critérios da norma (FECAP);
  • o diagnóstico de uma empresa de energias renováveis, classificada no estágio gerencial, com avanços nos eixos social e de governança e desafios no ambiental;
  • a aplicação da norma em uma propriedade rural, publicada na Revista E&S (artigo).

Os trabalhos mostram o uso mais comum da PR 2030: um diagnóstico para orientar o planejamento, e não uma certificação.

Como a KICK pode ajudar

A KICK Group apoia empresas em todo o caminho: diagnóstico de maturidade ESG, materialidade, definição de indicadores, metas, planos de ação e reporte. A metodologia ABNT PR 2030 está entre as que a plataforma B.KICK suporta, ao lado de GRI, SASB, ISO e outras. Quer saber em que estágio sua empresa está?

Solicitar mais informações

Escreva para contato@kickgroup.com.br. O texto oficial da ABNT PR 2030 está disponível, mediante compra, no Catálogo ABNT.

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